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segunda-feira, 11 de julho de 2011

A era "pós-PC" chegou. Mas não jogue fora seu micro ainda.

Será que a muito discutida “era pós-PC” finalmente começou? O termo tem sido debatido há anos por executivos da indústria e especialistas. Seu mais recente uso veio da boca de Steve Jobs, da Apple, durante a apresentação do iPad 2, em que o CEO da empresa chamou o iPhone, o iPod e o iPad de “aparelhos pós-PC” que precisavam ser mais fáceis e intuitivos de usar do que os tradicionais desktops ou notebooks.
Bem, adicione a empresa de pesquisas Forrester Research à lista de observadores da indústria que acreditam que a “era pós-PC” já começou. Em um novo estudo divulgado na terça-feira (17/5), a analista da empresa, Sarah Rotman Epps, diz que atualmente os aparelhos de computação – e a maneira como interagimos com eles – estão passando por uma dramática mudança para:
- Computação onipresente: aparelhos móveis com sensores como acelerômetros, giroscópios e geolocalizadores estão nos libertando das limitações de mobilidades dos desktops;
- Computação casual: smartphones e tablets de boot instantâneo ou que nunca desligam estão acabando com o processo formal de ligar e desligar dos desktops;
- Uma experiência mais íntima: tablets e smartphones são mantidos junto ao corpo, enquanto que usar um notebook ou desktop é “uma atividade de esticar os braços”, escreve analista Epps em seu blog. Isso significa que os consumidores estão usando os aparelhos de computação em locais íntimos, incluindo seus quartos;
- Interação física com os aparelhos: Telas touchscreen, comandos por voz, aparelhos com sensores de movimento como o Kinect, da Microsoft, e câmera com reconhecimento facial permitem que seu “rosto e voz” controlem a máquina. Em comparação, a interface de mouse e teclado do desktop é mais abstrata e menos pessoal.
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Para Steve Jobs, o iPad é um "aparelho pós-PC"
E o que tudo isso significa? Certamente, a mobilidade e a onipresença dos aparelhos tecnológicos atuais estão mudando a maneira como interagimos com nossos assistentes digitais. Mas notebooks e desktops não irão desaparecer em um futuro próximo.
“Então o que a “era pós-PC” significa? Ela não significa que o PC está morto”, escreve Epps. Na verdade, a Forrester prevê que as vendas de notebooks para consumidores finais nos EUA crescerão a uma taxa de 8% entre 2010 e 2015, enquanto a comercialização de desktops deve sofrer apenas uma pequena baixa nesse período.
E, apesar de as previsões apontarem que 82 milhões de americanos terão um tablet em 2015, mais de 140 milhões terão um notebook até lá, segundo a Forrester.

“Na era pós-PC, o ‘PC’ está vivo e bem, mas ele se transforma para suportar experiências de computação que são cada vez mais onipresentes, casuais, íntimas e físicas”, diz Epps

É tudo grátis: 13 ferramentas de produtividade

Continuamos vasculhando a web para encontrar os melhores utilitários para facilitar o seu dia-a-dia no PC. Hoje vamos mostrar ferramentas que podem aumentar sua produtividade, de pacotes Office completos a um serviço que converte entre vários formatos de arquivo. Aproveite, é tudo grátis!
Simplifique a web: você se lembra de quando a web não tinha propagandas, banners, animações e outros penduricalhos? Um complemento gratuito para o navegador chamado Readability pode levá-lo de volta a esta época: ele analisa a página onde você está e elimina tudo menos o conteúdo principal, que é formatado para se parecer com texto impresso em uma revista.
O resultado é uma experiência de leitura muito mais agradável e livre de distrações, que também é uma ótima opção para quem gosta de imprimir artigos para ler depois. Há versões gratuitas para o Chrome, Firefox e Safari. Assinantes do serviço ganham também acesso a aplicações para aparelhos com iOS, e a recursos como a capacidade de marcar um artigo para ler depois.
Office alternativo: quer um pacote de aplicativos de escritório poderoso, mas sem o preço do Microsoft Office? O LibreOffice traz um processador de textos robusto, planilha de cálculo, banco de dados e ferramenta para apresentações cheios de recursos, e compatíveis com os formatos de arquivo usados pelo pacote da Microsoft. Conheça também outras três alternativas ao Microsoft Office
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LibreOffice: alternativa completa ao Microsoft Office
Cone do silêncio: para escrever sem distrações em um PC com Windows, gosto muito do WriteMonkey. Enquanto você escreve, este editor de textos minimalista ocupa a tela inteira, escondendo outros aplicativos e tirando menus e barras de formatação do seu caminho. Conheça também outras opções no mesmo estilo, como o Dark Room e OmmWriter.
Bloco de notas inteligente: seja em seu PC, tablet ou smartphone, o Evernote lhe permite armazenar recortes da web, notas escritas, recados falados e imagens, e mantém isso sincronizado entre todos os aparelhos. Todo o conteúdo é automaticamente indexado, para que seja fácil de encontrar mais tarde.
Mapeando a mente: quando você quer capturar uma idéia complexa, poucas coisas são mais eficientes do que um mapa mental para ajudar a visualizar as muitas partes interrelacionadas em um projeto. OXmind lhe fornece ferramentas simples mas poderosas, no mesmo nível das encontradas nos aplicativos mais caros do mercado.
Compartilhamento de tela: seja você o suporte técnico não oficial da empresa ou o cara para quem a família e amigos correm quando tem problemas, o LogMeIn Free simplifica o processo de manutenção, permitindo que você compartilhe o que está em sua tela com outra pessoa ou assuma remotamente o controle do PC dela em tempo real. 
Simplificando a busca: alternativa ao onipresente Google, o novato Blekko adota uma abordagem mais “manual” nas buscas na web, com “slash tags” (palavras chave precedidas por uma /) que são usadas para refinar os resultados e torná-los mais relevantes. Para ver resultados sobre “Dicas do Windows” ordenados por data, por exemplo, digite “Dicas do Windows /date” 
Gerenciador de tarefas: listas de afazeres não precisam ser complicadas. Para ter listas simples e eficazes que você pode compartilhar com seus amigos e acessar em qualquer navegador em um dispositivo móvel, experimente o Ta-Da Lists da 37Signals.
Apresentações fáceis: precisa fazer uma apresentação atraente em pouco tempo? Faça login noSlideRocket, escolha um template e adicione texto, imagens, objetos em Flash, video e áudio. Depois exporte sua apresentação como um arquivo PowerPoint ou PDF. A versão Lite, para usuários casuais, é gratuita e traz ferramentas básicas. A versão Pro custa US$ 24 mensais e traz ferramentas avançadas e recursos para controle de versões, trabalho em equipe e medição de audiência. Outra alternativa, completamente gratuita, é o 280 Slides.
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SlideRocket: apresentações com recursos avançados para colaboração e medição de audiência
Deixe o e-mail pra depois: se você recebe um e-mail ao qual precisa responder, mas não quer fazer isso agora, use o Nudgemail para deixar isso para depois, mas sem risco de se esquecer. Encaminhe a mensagem para tomorrow@nudgemail.com para recebê-la de volta amanhã, ou June2@nudgemail.compara recebê-la em 2 de Junho. Uma extensa lista de comandos está disponível no site oficial do serviço.
Fluxogramas rápidos: para fazer diagramas e fluxogramas sem gastar muito, baixe o Dia. Este “clone” Open Source do Visio tem uma extensa coleção de formas e conectores para criar uma grande variedade de diagramas visuais.
Conversor de arquivos: quer converter um vídeo no formato .MOV para .WMV? Ou um documento do Word em um arquivo ePub para seu e-Reader? O Online Convert é capaz de converter uma imensa variedade de formatos de arquivo, e você não precisa baixar nem instalar nada em seu PC.
PDFs levinhos: o Adobe Acrobat Reader evoluiu dramaticamente ao longo dos anos, mas ficou um pouco “pesado” demais. Se você procura um visualizador de PDFs rápido e que não pese em seu PC, experimente o Sumatra PDF. Ele é mais leve até que o popular Foxit Reader!

Apple anuncia o iOS 5, conheça as novidades

A Apple deu aos usuários nesta segunda-feira uma primeira amostra do iOS 5, a próxima geração do sistema operacional da empresa usado em iPods, iPads e iPhones. Durante uma apresentação que marcou o início da Worldwide Developers Conference o vice-presidente sênior da empresa, Scott Forstall, cobriu 10 novos recursos, entre os mais de 200 planejados para o sistema.
Desenvolvedores poderão colocar as mãos no novo sistema operacional desde já. Consumidores terão de esperar mais um pouco: a data de lançamento mencionada foi apenas “neste outono” (no hemisfério norte), provavelmente no mês de setembro para coincidir com a data estimada de lançamento de novos iPods e, segundo os rumores, do iPhone 5.
Entre as novidades estão um sistema de notificações aprimorado, integração com o Twitter, um novo aplicativo de mensagens chamado iMessage, melhorias no navegador (Safari), e-mail (Mail) e câmera e muito mais. Conheça todos os detalhes na MacWorld Brasil.

Saiba tudo sobre os Chromebooks e o Chrome OS

Os primeiros Chromebooks, notebooks equipados com o novo sistema operacional Chrome OS, da Google, chegam às lojas nos EUA e em mais seis países nesta semana, e sem dúvida logo chegarão ao Brasil. Eles representam uma nova categoria de computador pessoal, projetada especificamente para tirar proveito da web e dos milhares de “aplicativos” nela disponíveis.
Não há HDs ou programas, mas também não há boa parte da complexidade de um computador tradicional: não é necessário se preocupar com anti-vírus, software de segurança ou backups. Otimizados, os Chromebooks ligam e estão prontos para usar em segundos, e tem fôlego para aguentar várias horas (de seis a oito, dependendo do modelo) longe de uma tomada.
Para conhecer melhor esta nova plataforma passamos algumas semanas com um Cr-48, o primeiro dos Chromebooks, gentilmente cedido pela Google. Compartilhamos a seguir nossas experiências com a máquina, e as respostas às inúmeras perguntas que nos foram feitas durante este período.
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Cr-48: o primeiro Chromebook
Mas antes de prosseguir, um aviso: o Cr-48 é um protótipo que não será vendido, e foi criado apenas para auxiliar nos testes do sistema operacional. A experiência com os Chromebooks comerciais pode ser um pouco diferente, seja por causa do software mais maduro, seja por causa de mudanças no hardware (os modelos nas lojas, por exemplo, tem um processador mais potente). Ainda assim, é possível ter uma boa idéia de como é a vida com um “notebook do Google”.
Leia também
» Primeiras impressões: Samsung Chromebook Series 5» Conhecendo o Google Chrome OS
O conceito
O que são os Chromebooks?
Chromebooks são computadores portáteis feitos sob medida para rodar o Chrome OS, um novo sistema operacional desenvolvido pela Google. Eles não rodam Windows, não tem HD e nem “aplicativos” no sentido tradicional da palavra: seus programas são sites na internet (como GMail, Picnik, Google Docs e muitos outros) e os arquivos ficam armazenados “na nuvem”, em serviços como o Dropbox, o próprio Google Docs ou similares.
Se por fora um Chromebook lembra um notebook, se analisarmos o software e hardware é possível notar várias diferenças. A Google trabalhou em conjunto com os fabricantes para realizar uma série de mudanças e otimizações nas máquinas, que incluem teclados sob medida para o acesso à internet, longa autonomia de bateria e tempo de boot bastante reduzido.
Quanto eles irão custar? Onde compro um?
Os primeiros Chromebooks chegam ao mercado nesta semana nos EUA e em mais seis países: Reino Unido, França, Holanda, Alemanha, Espanha e Itália. Nos EUA serão comercializados pela Amazon e por lojas da rede Best Buy. Inicialmente estarão disponíveis dois modelos, produzidos pela Acer e pela Samsung.
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Samsung Series 5: design elegante e longa autonomia de bateria
Os preços variam. O modelo mais barato é o Acer AC700 Chromebook, com bateria com autonomia para 6.5 horas de uso e tela de 11.6 polegadas, cuja versão Wi-Fi sai por US$ 349,99 nos EUA. Também há uma versão com 3G por US$ 429,99. Já o Samsung Chromebook Series 5 tem tela de 12,1 polegadas, um design mais elegante e bateria com autonomia para 8 horas de uso. Sairá por US$ 429 na versão Wi-Fi e US$ 499 na versão 3G. 
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Acer Chromia: o Chromebook mais barato
Quando os Chromebooks chegam ao Brasil?
Ainda não há previsão oficial. Segundo Hamilton Yoshida, da Samsung Brasil, a empresa tem a intenção de lançar as máquinas no mercado nacional, mas ainda não há datas ou preço.
Qual a vantagem de um Chromebook em relação a um tablet?
Os Chromebooks tem um preço um pouco menor que os tablets mais populares (como o iPad 2 eMotorola Xoom), tela maior, teclado integrado (ideal para jornalistas, escritores, estudantes e viciados em e-mail) e são mais “simples”: não é preciso se preocupar em ligá-los ao PC para fazer backup, sincronizar dados ou atualizar o sistema.
Já os tablets pesam menos e tem um catálogo de software muito maior (no caso do iPad são mais de 75 mil títulos na App Store), o que os torna mais versáteis, sem falar que são mais úteis quando não há uma conexão web, já que os aplicativos e arquivos são armazenados localmente.
No fim é uma questão de gosto pessoal. Se você já tem um tablet, não irá se sentir atraído por um Chromebook. Mas se nunca gostou da idéia de teclados virtuais e procura uma máquina com longa autonomia de bateria e que liga instantâneamente, como um tablet, os Chromebooks podem ser uma boa pedida.
Um Chromebook substitui um notebook?
Não e nem é essa a intenção. Especialmente para quem joga, trabalha com edição profissional de imagens ou vídeo, desenvolve software ou depende de aplicativos especializados no dia-a-dia. Os Chromebooks são melhor vistos como máquinas secundárias, uma forma de levar a internet “pra viagem”.
Entretanto, um Chromebook pode ser uma boa opção para quem ainda não tem um computador e quer acessar a internet sem a “complicação” de uma máquina tradicional e sua constante necessidade de softwares de segurança, backups e atualizações.
Chromebooks são adequados para empresas?
Sim, desde que as ferramentas das quais os funcionários dependem no dia-a-dia, do e-mail ao CRM, estejam disponíveis na web. A Google tem uma página dedicada a "Negócios e Educação" em seu site sobre os Chromebooks, onde destaca vantagens como a facilidade de gerenciamento e baixo custo das máquinas, e compartilha histórias de sucesso de empresas, grandes e pequenas, que já utilizam os Chromebooks e o ChromeOS em um programa piloto.
Nos EUA a Google oferece um programa onde empresas podem adquirir Chromebooks por US$ 28 mensais por funcionário. A empresa que contrata o serviço ganha acesso a um console central para o gerenciamento das máquinas, e a Google oferece suporte técnico e substituição e upgrade gratuito de hardware quando necessário. O mesmo programa também está disponível para escolas e universidades, por US$ 20 mensais por aluno. Não há informações sobre a chegada destes programas ao Brasil.
A máquina
Como é o hardware?
Assim como nos smartphones Android, não existe uma configuração de hardware obrigatória que todos os fabricantes de Chromebooks terão de seguir. Os três modelos atualmente existentes (Cr-48/Samsung Series 5/Acer Chromia) são a princípio similares entre si, mas nada impede que no futuro um fabricante surja com uma configuração radicalmente diferente (como um processador ARM), mas ainda assim rodando o mesmo sistema operacional.
A máquina que usamos, o Cr-48, é um protótipo criado para auxiliar no desenvolvimento do sistema, e não estará à venda. Ela é discreta e bastante elegante, com acabamento em preto “emborrachado”. O teclado é espaçoso e confortável, com teclas isoladas (estilo ilha) como nos MacBooks da Apple e um layout otimizado para web, com teclas dedicadas para busca (que substitui a Caps Lock) e navegação. O trackpad é grande para facilitar o uso de gestos multitoque, e bastante preciso.
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Da esquerda para a direita: leitor de cartões SD, conector para fone de ouvido/microfone, porta USB e conector de força
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Tecla de busca (com a lupa) substitui a "Caps Lock"
A tela de 12.1 polegadas é brilhante e nítida. Chama a atenção o acabamento fosco, antigamente usado em todos os notebooks mas hoje uma raridade. Há um bom motivo: com isso reduz-se o número de reflexos na tela, o que melhora sua legibilidade tanto sob a luz do sol quanto em ambientes como escritórios iluminados com lâmpadas fluorescentes.
Há pouca coisa em termos de portas e conectores: uma porta USB, um slot para leitor de cartões SD, um conector VGA para ligação a monitores externos e um conector híbrido para fones de ouvido/microfone, e mais nada. A bateria chama a atenção pelo tamanho: ocupa quase a metade da parte de baixo da máquina, embora seja bastante fina.
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Bateria (com o adesivo) ocupa quase metade da parte inferior do Cr-48
O coração do Cr-48 é um processador Intel Atom de 1.66 GHz, acompanhado por 2 GB de RAM e um “HD” (na verdade um disco SSD) de 16 GB, usado pelo sistema operacional e para “cache” local de dados. Aqui surge uma diferença importante entre o protótipo e os modelos nas lojas: os Chromebooks finais tem um processador Atom dual-core, o que ajuda bastante no desempenho.
16 GB? Isso não dá pra nada, onde vou guardar meus arquivos?
Na visão da Google tudo ficará na web, de documentos a aplicativos, acessíveis a partir de qualquer computador com uma conexão à internet. O armazenamento online funciona como um “backup remoto” automático, e traz uma vantagem: como não há nada além do sistema operacional armazenado em um Chromebook, se a máquina for perdida, roubada ou danificada o usuário só precisa digitar seu login em outra para ter todos os seus arquivos de volta.
Dito isto, nada impede o uso de um pendrive ou HD externo junto com um Chromebook, pra quem realmente precisa ou prefere ter seus arquivos armazenados localmente.
Dá pra usar pendrives e cartões de memória?
Dá sim, é só plugá-los a uma porta USB e um gerenciador de arquivos aparece na tela. Os arquivos podem ser abertos (ou enviados para seus respectivos serviços na web), mas não é possível copiar arquivos do pendrive ou HD externo para a memória interna (chamada de “File Shelf” pelo sistema), nem da memória interna para um disco externo.
Como faço para me conectar à internet?
A principal forma de conexão é via Wi-Fi, mas há modelos de Chromebooks com 3G embutido. Nos EUA, qualquer usuário de um Chromebook 3G terá direito, durante dois anos, a um plano de dados gratuito com 100 MB de transferência mensal pela operadora Verizon. Não sabemos se esta oferta estará disponível em outros países.
Nenhum dos Chromebooks atualmente no mercado tem uma porta Ethernet, então esqueça os cabos de rede. Infelizmente não conseguimos testar um adaptador Ethernet para USB.
Dá pra plugar mouse e teclado? Ligar num monitor ou na TV?
Sim, testamos mouse e teclado USB, tanto modelos com e sem fios, e ambos funcionaram sem problemas. O Cr-48 e o Samsung Series 5 tem um conector VGA, que permite a ligação a monitores e TVs de tela fina (a maioria delas tem um conector para isso, geralmente chamado “PC” ou “RGB”). Já o modelo da Acer tem uma porta HDMI.
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Porta VGA (à direita) pode ser usada para conexão a monitores e TVs
Quanto tempo dura a bateria?
A Google estima a autonomia do Cr-48 em 8 horas, e conseguimos algo bem próximo disso: cerca de 7 horas e meia com várias abas e aplicativos web abertos e ouvindo uma rádio online. O tempo varia de acordo com o modelo. O Chromebook da Samsung tem autonomia estimada em 8 horas de uso contínuo, mas o modelo da Acer, com uma bateria menor, tem autonomia de 6 horas.
Como é o desempenho?
Achamos o desempenho bastante satisfatório durante a navegação na web, mesmo com mais de uma dezena de abas abertas simultâneamente. Já em outras tarefas, como reprodução de vídeo e jogos, o Cr-48 deixou a desejar.
Vídeos com resolução de até 480p tocam em tela cheia sem problemas, mas conteúdo em alta-definição “engasga”, perde a sincronia entre áudio e vídeo e no geral é impossível de assistir. Também notamos que o desempenho em jogos em Flash deixou a desejar, com títulos de ação como Canabalt e Solipskier rodando a uma taxa de quadros (framerate) bem abaixo do ideal.
Temos que deixar claro que estes comentários se referem ao Cr-48, que é um protótipo. Os Chromebooks comerciais tem um processador mais poderoso (um Intel Atom dual-core), que pode resolver estes problemas.

Jornais dos EUA venderão tablets Android pela metade do preço

Dois jornais dos Estados Unidos planejam anunciar nesta segunda-feira (11/7) um projeto piloto de venda de tablets Android com conteúdo embutido, informou a Adweek.
Segundo o portal especializado em mídia e publicidade, a empresa Philadelphia Media Network, responsável pelos jornais Philadelphia Inquirer e Philadelphia Daily News, venderá os tablets por aproximadamente metade do preço normal - o valor ainda não foi divulgado.
Os aparelhos teriam ícones para acesso ao conteúdo digital dos dois jornais, além de um app dedicado. Inicialmente serão oferecidos cerca de 2 mil aparelhos, que também exibiriam publicidade em suas telas iniciais.
A empresa prevê que, no futuro, esses tablets serão personalizados para grupos de audiência específicos.

Supercomputador chinês ganha 'filhote' de 1,1 petaflop

A China construiu outro supercomputador usando a mesma tecnologia do sistema Tianhe-1A, que por algum tempo foi considerado o supercomputador mais rápido do mundo. O novo modelo, chamado Tianhe-1, tem uma velocidade máxima teórica de 1,1 petaflop (quatrilhões de cálculos de ponto flutuante por segundo). É mais lento que o Tianhe-1A, que tinha velocidade máxima de 4,7 petaflops e velocidade sustentada de 2,5 petaflops.
O Tianhe-1 entrou em operação neste fim de semana, no centro nacional de supercomputação de Changsha, na província de Hunan. Ele será utilizado para realizar simulações de previsão do tempo, ajudando na prevenção de desastres, e nos setores de fabricação de automóveis e pesquisas médicas.

Em outubro, o Tianhe-1 terá uma velocidade de pico teórica de 3 petaflops, de acordo com Lu Yutong, professor da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa da China, responsável pela construção da máquina. Dessa forma, ele entraria na lista Top500.org das cinco máquinas mais poderosas do mundo.Atualmente, a quinta posição do ranking Top500 é do sistema japonês Tsubame 2.0, que tem velocidade máxima teórica de 2,2 petaflops. O líder da lista é o sistema K, também japonês, com 8,16 petaflops.

Xperia X10 ganha Android 2.3

A Sony Ericsson anunciou na última sexta-feira (25/03) que o smarthpone Xperia X10 receberá a versão 2.3 do Android, também chamada de Gingerbread. A fabricante, que em janeiro afirmou que novos updates não seriam liberados, disse ter revisto sua decisão, devido aos pedidos de seus clientes e por ter solucionado os problemas que inviabilizavam a atualização.
Em relação à 2.1, o Gingerbread traz novidades como suporte a vídeos em Flash e a possibilidade de instalar aplicativos no cartão de memória, em vez de no próprio no celular. Além disso, conta com pequenas mudanças na interface, melhoria na gestão de energia, programa nativo para videoconferência e ferramenta para pagamentos móveis (NFC).
Segundo o blog oficial da empresa, a atualização estará disponível entre o fim do segundo trimestre e o início do terceiro, e só poderá ser instalada pelo computador. Com o Android 2.3, alguns recursos do smartphone serão perdidos, como o programa para redes sociais Mediascape  (que será substituído por widgets e pelo tocador de música da versão 2011).  O reconhecimento de rostos e sorrisos também será desativado. Uma vez feito o update, ele não poderá ser revertido.
Por fim, a Sony Ericsson deixa claro que os modelos mini e mini pró da linha não receberão a nova versão. Mesmo caso do Xperia X8. Esses modelos continuarão com a 2.1.

domingo, 10 de julho de 2011

Aprenda a usar um tablet com Honeycomb

O Android 3.0 “Honeycomb”, versão do sistema da Google utilizada na nova geração de tablets que estão chegando ao mercado (como oMotorola Xoom), tem uma interface diferente do Android com estamos acostumados a lidar nos smartphones. A interface foi reprojetada para tirar proveito de todo o espaço extra na tela, botões sumiram e várias ações são executadas de forma diferente.
Por isso, o Honeycomb pode intimidar um pouco à princípio. Mas depois que você “pega o jeito”, vai notar que seu poder e potencial para personalização são bastante atraentes. Siga nossas dicas abaixo para dar seus primeiros passos.
Conhecendo a tela principal
Vamos começar pela tela principal (a “home screen”). Ao contrário de versões antigas do Android voltadas para smartphones, no Honeycomb os controles principais estão sempre visíveis na tela.
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A tela inicial de um tablet com o Android 3.0 "Honeycomb"
No canto superior esquerdo fica um campo de busca no Google. Com um toque ali você pode fazer buscas na internet ou entre as informações armazenadas em seu aparelho. Próximo à caixa de busca fica o ícone de um microfone, que ativa o sistema de comandos de voz do Android. Você pode, por exemplo, dizer “restaurante japonês” e o sistema entende o que foi dito, faz uma busca no Google e mostra resultados na sua região.
No canto superior direito da tela há um ícone chamado “Apps”. Toque-o para acessar um menu com todos os aplicativos instalados no tablet. Ao lado do ícone há um sinal de + branco, que leva a uma interface para personalização da tela principal. Falaremos disso mais tarde.
No canto inferior direito da tela ficam o relógio, além de ícones indicando a conexão de rede atual e o nível de carga da bateria. Um toque nesta área faz surgir um painel com informações mais detalhadas. Um segundo toque mostra opções adicionais, incluindo controles para ativar ou desativar o modo avião, conexão Wi-Fi e outros ajustes do sistema.
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Ajustes rápidos no Honeycomb
De vez em quando notificações irão aparecer no canto inferior direito da tela, como quando um novo e-mail chega ou quando um evento marcado no calendário se aproxima. Toque na notificação para obter mais informações, ou toque no X para fechá-la.
Circulando pelo Honeycomb
A área no canto inferior esquerdo da tela é focada na navegação. Não importa o que você esteja fazendo no sistema, sempre verá os três ícones abaixo:
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Botões de navegação
  • A seta apontando para a esquerda funciona como o botão “voltar” nos smartphones, e te leva de volta à tela anterior. Não funciona na tela inicial, mas é bastante útil dentro dos aplicativos.
  • O ícone do meio é o botão “Home”, que te leva de volta à tela inicial. No Android 3.1 o sistema “se lembra” de em qual painel você estava (são cinco no total) e te coloca de volta lá.
  • O terceiro ícone abre o menu multitarefa, que mostra uma lista dos aplicativos usados recentemente e permite que você retorne a eles a partir de qualquer ponto no sistema.
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Lista de aplicativos abertos
Ocasionalmente pode surgir um quarto ícone no canto inferior esquerdo da tela, que parece uma grade. Ele aparece quando você está usando um aplicativo que não foi otimizado para o Honeycomb, e funciona como o botão Menu em um smartphone Android, mostrando opções extras do aplicativo.
Em aplicativos otimizados para Honeycomb o ícone Menu é substituído pelo que a Google chama de “barra de ação”, que fica no canto superior direito da tela do aplicativo e oferece opções extras que mudam de acordo com o que você está fazendo. Se você estiver vendo a caixa de entrada de sua conta no GMail, por exemplo, verá um ícone para compor uma nova mensagem. Já se estiver lendo uma mensagem específica, verá no mesmo local ícones para arquivá-la ou excluí-la.
Personalizando o tablet
Pronto para começar a deixar seu tablet Android com a sua cara? Clique no ícone + no canto superior direito na tela inicial para abrir a interface de personalização. Lá você verá miniaturas de todos os cinco painéis da tela inicial e abaixo delas uma lista de itens que você pode colocar onde quiser.
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Tela de personalização: basta arrastar itens para o painel desejado
Alguns destes itens são widgets, que mostram informações como as mensagens em sua caixa de entrada, notícias ou previsão do tempo, constantemente atualizadas. Outros são simples atalhos para os aplicativos instalados. Arraste um item para o painel onde você quer colocá-lo e pronto. Você pode fazer um “ajuste fino” mais tarde: basta ir ao painel tocar e segurar um item para movê-lo, redimensioná-lo e até apagá-lo.
Estes são os passos básicos para lidar com qualquer tablet Honeycomb. Agora pegue o seu, sente-se no sofá e comece a experimentar!

Cinco coisas que o iOS 5 copiou do Android

A Apple anunciou nesta semana o sistema operacional iOS 5, que será lançado no final do ano e incluirá um sistema de notificações melhorado, atualizações via internet e armazenamento de dados “na nuvem”. Você pode até achar que estes recursos são “mágicos” ou “revolucionários”, a não ser que seja usuário de um smartphone Android. Nesse caso, vai chamá-los de “coisas que já uso faz tempo”.
Os novos recursos no sistema da Apple serão bem-vindos entre os usuários de iPhones e iPads, mas é difícil chamar o iOSs de “o sistema operacional para aparelhos móveis mais avançado do mundo” quando a Apple está correndo atrás da concorrência. Aqui estão cinco recursos que foram descaradamente copiados do sistema da Google.
Central de Notificações
No iOS 5 os usuários não terão mais que se preocupar com janelinhas de alerta irritantes que interrompem suas sessões de jogos ou leitura. Em vez disso, os alertas (notificações) surgem discretamente no topo da tela, e desaparecem tão rapidamente quanto surgiram.
Com um gesto do topo para o centro da tela é possível “puxar” um painel com todas as notificações (Notification Center, ou “Central de Notificações”), descartar as indesejadas ou acessar diretamente os aplicativos que as geraram. 
É uma ótima forma de lidar com alertas e algo que os usários do Android amam desde 2009, quando o recurso surgiu a versão 2.0 do sistema.
Integração com a nuvem
Com o iCloud é possível fazer um backlup online dos dados em seu aparelho, incluindo aplicativos, configurações, calendários e mais. Se você comprar um novo aparelho com iOS, bastará digitar seu Apple ID e senha para que as configurações sejam restauradas a partir do conteúdo armazenado no iCloud. Não será mais necessário plugar o aparelho a um PC ou Mac, nem usar o iTunes para restaurar um backup.
Usuários do Android já tem acesso ao mesmo recurso: durante a configuração inicial de um novo aparelho basta inserir o Google ID e o usuário tem a opção de restaurar as configurações de um aparelho antigo a partir de um backup online. Neste último caso todos os aplicativos instalados, configurações de e-mail e Wi-Fi, calendários online e até documentos do Google Docs serão reinstalados automaticamente.
Integração com redes sociais
A Apple está implementando no iOS 5 um profundo sistema de integração com o Twitter que permitirá aos usuários “tuitar” diretamente a partir de aplicativos como Photos, Camera, Safari, YouTube e Maps. O Android não tem integração nativa com o Twitter, mas tem algo tão bom quanto chamado Intents. Com isso os aplicativos, incluindo clientes para redes sociais, podem trocar conteúdo entre si.
O resultado é simples: instale um aplicativo de Twitter em um smartphone Android e todos os outros aplicativos que tenham alguma forma de compartilhamento de conteúdo passam a ter a capacidade de acessar o serviço. Você pode compartilhar URLs no navegador, locais no Maps, vídeos no YouTube, fotos da Galeria de imagens e muito mais. E isso também funciona com outras redes sociais, como o Facebook.
Atualizações online
A Apple finalmente alcançou o Android e promete oferecer um sistema que permitirá a atualização dos aparelhos com iOS via internet, sem a necessidade de conexão a um PC ou Mac com iTunes.
O Android tem este recurso desde o primeiro dia, mas tenho que admitir que o sistema é notório pela demora no lançamento das atualizações, já que o processo é parcialmente controlado por operadoras e fabricantes. Será interessante ver o quão bem a Apple conseguirá implementar um recurso que se mostrou problemático para seu principal concorrente.
Bater fotos com o botão de volume
No iOS 5 usuários poderão bater fotos usando os botões de volume na lateral do aparelho, em vez do botão virtual na tela. O que é curioso, já que um aplicativo para iPhone chamado Camera+ tentou incluir este recurso várias vezes, e foi constantemente barrado pela Apple.
Muitos smartphones Android tem um botão dedicado para a câmera, e os que não tem podem fazer uso dos botões de volume (ou quaisquer outros botões no aparelho) graças à flexibilidade oferecida pelos múltiplos aplicativos de câmera no Android Market. 
Mas espere, será que a Apple copiou só o Android? Joe Belfiore, executivo da Microsoft responsável pelo Windows Phone 7, disse no Twitter (aqui e aqui) que se sentiu “lisonjeado” em ver tantos recursos de seu sistema aparecerem no iOS 5, entre eles o acesso rápido à câmera e notificações a partir da Lock Screen, upload automático de imagens e integração com redes sociais.
Apesar das acusações de quem copiou quem, o resultado final dessa “troca de idéias” é um só: aparelhos mais sofisticados e com mais recursos. Quem ganha somos nós, os usuários. Não é isso que todos queremos?